Velez Rubio

A Comarca de Vélez Rubio fica na província de Almeria, na região de Andalucia, na Espanha. A Província de Almeria se limita com as Províncias de Granada e Murcia.
Velez-Rubio faz parte do Marquesado de Los Vélez, juntamente com Vélez Blanco (fica a 7 Km), Chirivel e María.

Vélez Rubio tem 6.905 habitantes (censo do ano 2004), que se distribuem em suas 28 localidades e núcleos populacionais deste município são: Véles Rubio, Los Gazquez, La Losilla, El Campillo, Los Almanicos, La Dehesa, El Ginte, Bolaime, La Mata, Los Aranegas, Las Casas, Los Gatos, Los Oquendos, Los Ramales, El Rio Mula, Los Asensios, Saladilla, El Bancalejo, Los Cabreras, Calabuche, Gateros, La Parra, Los Torrentes, Calderon, Los Pardos, La Alqueria, La Carrasca, El Charche, El Espadin e Tonosa.

O município tem uma área de 282 Km 2.
A população de Vélez Rubio é chamada de Egetanos, velezanos ou velezrubianos.
Padroeiro: São José - com festa no dia 19 de março.
Economicamente, o município explora tecnologia em fibra ótica, agricultura de amêndoas, oliveiras, frutas, hortaliças e o Eco Turismo.

Em Vélez Rubio existem algumas ruas (calles) com nomes lindos:
- Rua da amizade = calle de la Amistad
- Rua da Cordialidade = calle de la Cordialidad;
- Rua da Harmonia= Calle de la Armonia.
Vélez Rubio tem paisagem serrana, campos de amendoeiras que trocam de cor com as estações do ano, ficando esplendorosa na floração de primavera. Tem oliveiras centenárias, moinhos antigos... majestosas mansões senhoris dos grandes proprietários...

Iglesia Nuestra Senora de la Encarnacion

É uma Igreja belíssima em seu estilo barroco. Foi construída onde foi a Igreja de San Pedro que se tornara pequena para receber os fiéis da Villa de Vélez Rubio. Havia sido reformada (1695- 1704) e transformada em igreja barroca com estrutura criciforme com capelas laterais, mas em 1724 sofreu danos por causa de um terremoto. Mais tarde, em 04.03.1751, outro abalo sísmico arruinou definitivamente a velha igreja.

Em 1753 se iniciou os preparativos para a atual e a solenidade da primeira pedra foi em 25.03.1754, e o mestre de obras foi Juan Moreno del Campo. A fachada da Igreja é de grande refinamento artístico, com medalhão oval com cena da Anunciação do Anjo à Maria, em alto relevo esculpido, provavelmente, por Francisco Fernandez. Há imagens de San Blás, patrono de Vélez Rubio e San Indalecio, patrono de Almeria, além de San Pablo e San Pedro. O interior da igreja também é riquíssimo em detalhes artísticos. O altar é magnífico, todo em madeira entalhada e tem uns 20 metros de altura! Uma verdadeira obra de arte!

Arquivo Paroquial:-

Anexo à Igreja La Encarnacion, há o arquivo paroquial, cujo fundo documental é constituído por 107 livros. Os livros de batismo que abrange com pequenas lacunas, desde 1534 (os mais antigos do Obispado de Almeria).
Os livros de falecimentos (enterros desde 1627, total de 57 tomos); de matrimonio desde 1660 = 32 tomos, tanto de Vélez Rubio como de suas ermitas del campo: Tonosa, Fuente Grande, Torrentes, Cabezo, etc
Também há livros de visitas pastorais (1884), fábricas (1899 - 1 tomo), colecturía e inventários (1898), reconocimientos (1898 - 1 tomo).
(Fonte: Guia: La Iglesia Parroquial de Nuestra Senõra de la Encarnación - de Vélez Rubio)

O primeiro registro de batismo data de 1534. O registro civil foi criado em 1851 na Espanha.
Sobrenomes (apellidos) até 1571 - moriscos:
Araquiz, Abemeis, Alamin, Abichicala, (de Luna, Motarris, Faura, Vicario - novos repovoadores de origem judio-cristãos.
Sobrenomes Cristãos - (1572 - 1600):
De la Torre, Romero, de Morenilla, Simón.
Apellidos Castelhanos:-
Martínez, López, Pérez, Sánchez, Gonzáles, Garcia, etc
Bibliografia:
1 - "Apuntes genealógicos y heráldicos de la Villa de Vélez Rubio " - Fernando Palanques y Ayén
2 - "História de la Villa de Vélez Rubio" - Fernando Palanques y Ayén

Museo Comarcal Velezano

Museo Comarcal Velezano «Miguel Guirao» O Museo foi criado pelo Município de Vélez-Rubio a partir da iniciativa de don Miguel Guirao Pérez e sua familia, que em 22 de novembro de 1991 formalizaram a doação ao município da lª colecão arqueológica, paleontológica e etnológica, iniciada nos anos 50 pelo profesor Miguel Guirao Gea e continuada por sua familia, com o compromisso do município de criar um centro para sua exposicão pública. No Museu podemos admirar desde fósseis até cerâmicas áticas, além da cultura local e suas tradições. É encantadora a coleção de bonecas com trajes típicos regionais espanhóis... as miniaturas de tecelagens, moinhos e casas rurais...
É impressindível uma visita ao Museu em Vélez Rubio, além de contar com pessoal gabaritado e simpático, para orientar os visitantes.
Estivemos em Vélez Rubio em outubro de 2005, visitando os locais de origem de nossa família e a emoção foi imensa... espero voltar e dar continuidade ao trabalho de pesquisa pois o tempo foi pouco para tanto de história que guarda esse lugar!

Meus Antepassados:

Conhecer Vélez Rubio onde nasceram várias gerações de meus antepassados foi um sonho realizado. Ainda temos parentes em Maria, pueblo próximo à Vélez Rubio.
Meu tataravô José Antonio Fernando Ruiz Gea nasceu em Fuente Grande que fica a 10,4 km do centro da cidade de Vélez Rubio, no dia 30.05.1845 e foi batizado na Igreja La Encarnacion de Velez Rubio. Era filho de José Ruiz Martínez e María Gea López naturais de Velez Rubio.
Teve como avós-paternos: Andrés Ruiz Jordán e Serafina Martínez Martínez; avós-maternos: Demetrio Gea Gea e Francisca López Pérez.
(livro 45 de Bautismos, folio 22 VT", partida nº 88 da Igreja La Encarnacion de Velez Rubio)
Casou Isabel Maria Micaela Martínez Cayuela no dia 25.11.1869 na Iglesia Parroquial de Nuestra Señora de la Encarnacion de Vélez Rubio. (livro vintiuno (21 ) de matrimonio, fls. 53). Isabel nasceu no dia 29 de setembro de 1851, às 3 hs da manhã, em Tonosa/Velez Rubio/Almeria, batizada na Igreja "La Encarnacion" de Velez Rubio no dia 30.09.1851.
(livro 46 de Bautismo , folio 146 Vt, partida nº 255)
Era filha de: Manuele Martínez López e María Cayuela Cabrera. Seus avós paternos eram: Cristóbal Martínez Pérez e Catalina López Ruzafa; e avós maternos: Antonio Cayuela Martínez e Isabel Cabrera Asensio, todos de Velez Rubio.

José Ruiz Gea e Isabel Martinez Cayuela tiveram 10 filhos.

  1. José Ruiz Martínez * 1869,† 1952
  2. Antonio Ruiz Martínez
  3. Miguel Ruiz Martínez
  4. Maria Ruiz Martínez
  5. Isabel Ruiz Martínez
  6. Manoel Ruiz Martínez * 1881 em Vélez Rubio, Almeria, Espanha
  7. Antonia Ruiz Martínez
  8. Juan Antonio Ruiz Martínez * 02.05.1886 em Fuente Grande, Vélez Rubio,Almeria, Espanha, † 10.10.1966 em Londrina/PR/Brasil;
  9. Francisco Ruiz Martínez * 25.03.1888 em Fuente Grande,Vélez Rúbio,Almeria,Espanha;
  10. Pedro Ruiz Martínez * 16.09.1890 em Vélez Rubio,Almeria,Espanha, † 06.07.1983 em Londrina, Paraná, Brasil.

Em 1906, a situação econômica estava muito difícil na região de Almeria, pela seca prolongada por anos. Muitas famílias foram para outras regiões da Espanha ou outros países. José Antonio Fernando Ruiz Gea , esposa e 5 de seus filhos, resolveram imigrar para o Brasil. Foi uma opção muito difícil pois seus outros filhos, já casados, não podiam se aventurar.

No dia 26 de agosto de 1906, embarcaram no Porto de Valência, Espanha, no navio francês Aquitaine, rumo ao Brasil. No dia 17 de setembro de 1906, chegaram no Porto de Santos, no Estado de S. Paulo, Brasil. Dalí, foram levados para a cidade de S. Paulo onde ficaram hospedados na Pensão dos Imigrantes (Hoje Memorial do Imigrante). Foram contratados por Botelho para trabalharem na lavoura de café em São João Batista de Dourado - SP ( hoje: cidade de Dourado - SP).

Veja a página: Reencontro Ruiz - nesta página, estamos reunindo a família novamente. Isto possível, graças à internet, que depois de quase um século, atravez de nosso site de genealogia da família, aos poucos, estamos encontrando cada descendente de José Antonio Fernando Ruiz Gea. Veja também: origem sobrenome Gea

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Vélez Rubio - vista aérea Iglesia Nuestra Sra. de la Encarnacion Vélez Rubio/Almeria Glacy na Capela em Fuente Grande Fuente Grande/Vélez Rubio 2005 Amendoeiras, oliveiras de Vélez Rubio...

Fuente Grande: Velez-Rubio

Fuente Grande fica a 10 Km de Vélez Rubio pela Autovía A-92 . Era onde vivia José Ruiz Gea e sua família antes de imigrar para o Brasil. Viviam em um Cortijo (casa típica rural de Andalucia).
Fuente Grande se situa entre Vélez Rubio e Chirivel. Dalí se pode comtemplar a Sierra de Marí, o Monte Mahimón com sua famosa "Cueva de los Letreros", patrimônio histórico da humanidade.
A ermita de San José, em Fuente Grande, data de 1687 ( é a mais antiga), a de Santa Bárbara em Tonosa, construída em 1728, época de apogeu da população rural. Muitos emigraram e outros foram para núcleos maiores...

Festas nos Bairros de Velez-Rubio

- El Cabecino = San Juan
- Los Torrentes = San José
- El Cabezo = Santa Genoveva
- Tonosa = Día de la Candelaria
- Fuente-Grande = Fiestas de Agosto.

História de Velez Rubio

Período Romano:- A Via Augustea passava por Vélez Rubio e Chirivel, destacando o Villar (Chirivel)com seu descobrimento recente, mas espetacular: el Dionysos (século II).

Período Visigodo:- Foi encontrado um tridente no Rio Claro e restos de construções nas proximidades de Vélez Rubio.

Período Mussulmano:- Esta Comarca foi terra de fronteira em estado de constante alarme. Proliferou torres e fortalezas de carates militar em lugares inexpugnáveis, controlando estradas. Exemplo: - Assentamento de Vila Al Abriad (Tierra Blanca) - atual Vélez Blanco com seu bairro "La Moreria" circundado por enormes muralhas; - "Velad Al Hamar", tierra roja- atual Vélez Rubio com suas ruínas "Del Castellón".

Período Cristão:- Começou em 1488 com a coexistência dos mouros e povos local, que acabou no começo do século XVII quando os mouros e judeus foram expulsos. Em 1570 houve expulsão de população mourisca e só rewstaram 20 familias de cristãos velhos em Vélez Rubio. Os mouros foram obrigados a abandonar terras e casas. Só permaneceram: Garcia Algací, Hermano el Mudo e 2 famílias de escravos do Clérico Martín de Beyca.

Período cristão - castelhano (1570 - 1600)
Novos Povoadores

1630 - Curato de Vélez Rubio
No Curato - Pessoa recebe ordenação e é nomeada pelo Bispo, recebe uma paróquia, sem ser sacerdote. Um cargo importante no Pueblo.
1º Curas de Vélez Rubio: López de Auléstia e Pedro Abad de Beya.
Na sociedade velezana eram marginalizados os gitanos, negros, moriscos e pobres...

Vélez Rubio teve 4 epidemias de cólera: 1835, 1855, 1860 e 1885.
Foi muito afetada, morreram 400 pessoas em 3 meses, talvez pelo seu clima quente em julho e agosto; em Vélez Blanco não teve cólera, pelo clima mais ameno.

Em 1855 - Vélez Rubio tinha 1.300 casas, 72 ruas, 1.400 cortijos (casas rurais), uns 16.000 habitantes. E morreram 300 pessoas de cólera.
No combate da cólera, se destacaram os médicos Dr. Miguel Guirao Rubio (1842-1920) e Dr. Marcos Egea y Tortosa (1820-1890) e Dr. Egea López que muito contribuiram para os estragos da epidemia não serem ainda maiores.
Fonte: Revista Velezana de 1999 - nº 18, páginas 149 a 168.

Em 24 e 25 de outubro de 1885 houve uma grande corrida de touros em Vélez Rubio: "Touros de Muerte", com 10 bravos touros da ganaderia de D. Agustin Flores de Pañascosa. A festa foi beneficente para combate à cólera. (revista velezana - nº 19 - pág. 46).

Vélez Rubio - O centro antigo da cidade foi declarado patrimônio de Interesse Cultural em 1986, com proteção especial. Tem antigos casarões senhoris, igrejas. Muitas fachadas de casarões tem brasão da família do proprietário.

Cultura

Vélez Rubio é rica em patrimônio artístico, documental e histórico. Seu povo é culto, simples e simpático.
Possui boas escolas, biblioteca Pública ótima e Museu Comarcal Velezano «Miguel Guirao» que é excelente. Tem também uma publicação "Revista Velezana" com temas interessantíssimos sobre a Comarca. Vélez Rubio se destaca também na literatura, com livros tais como:

  1. "História de la Villa de Vélez Rubio", com 756 páginas, escrito por Fernando Palanques Ayén.
    livros - Revista Velezana
  2. "Retratos Humanos de mi pueblo". Vélez Rubio no começo do século XX, com 228 páginas.
    Autor: Miguel Girao Gea.
  3. "El sueño y los caminos" - Uma antologia de contos, escritos por Júlio Alfredo Egea- 1992, 181 páginas.

Vélez Rubio é pequena mas muito interessante sob o aspecto histórico-cultural e de eco-turismo!

"El Marquesado de Los Velez"

Los Velez

Criado oficialmente em 1507 por Dona Juana "A Louca", resultado de uma permuta que a Rainha Isabel I de Castilha fez com D. Pedro Fajardo y Chacón depois da rendição de Vélez Blanco (1488). Foi a vitória cristã sobre as tropas infiéis mussulmana. Imponentes castelos foram construídos onde haviam alcazabas árabes, igrejas onde se ouviam o alcorão...
O Marquesado se manteve inalterado até abolição do regime feudal pelos liberais em 1835. O Estado adquiriu a casa Marquesal e foi vendida a particulares.

Los Velez

Los Vélez é composto por:
  1. Chirivel:- Em 1859 conseguiu sua emancipação como municipio independente de Vélez Rubio.
    Faz parte do Parque natural Sierra María - Los Vélez. Chirivel teve intenso comércio nos tempos romanos e seu patrimonio arqueológico o demonstra, formosos capitéis dourados, um mosaico geométrico, e "El Chirivello" nome que é conhecido um Dionísio do século II D.C., convertido no símbolo da localidade de Chirivel.
    Chirivel - inverno
  2. María:- vem da palavra Maryya, é uma antiga população mozárabe (árabes de Múrcia). Entre 1807 e 1821 - o cura pároco foi Don Miguel Antonio Botia Ruiz - mandou construir "El Camarin" e "La Ermita.
    Em 1769 - Cura: Antonio José Navarro López.
    Maria é considerada a dispensa de cereais de Almeria. Impressiona a brancura de sua população rodeada de pinheiros; a beleza panoramica de altas montanhas: pelo ambiente simples de suas ruas serranas, pelo rumor de suas águas, por suas festas e pratos típicos tradicionais.
    (página 24 - "Los Vélez" - Escapada em el tiempo" - Revisão texto: M. Isabel Gonzáles Garcia)
  3. Vélez Blanco:- está em uma colina amparada pelo Monte Maimón. Ainda existe o castelo-Palácio construído para D. Pedro Fajardo y Chacón - marquês de los Vélez.
    Figura de destaque foram Ginés María Belmonte y Fernandes * 1689, casou em 1713 com Lúcia Benavente Garcia. Tiveram os filhos: Ginés Antonio, Francisca, Ana Maria, Josefa, Micaela, Sinforosa e Nicolás Luiz Belmonte Benavente * 18.09.1737 em Vélez Blanco.
    Desta família haviam Maria Josefa Ruzafa y Velmonte (Belmonte)com 18 anos em 1.774, Gonzalo Ruzafa Velmonte com 21 anos em 1.788 e Francisca Ruzafa com 37 anos em 1.807 (esta era de Orce)
    Vélez Blanco - vídeo
  4. Vélez Rubio:- terra de nossas origens familiares...
    Vélez Rubio - vídeo
    A região de Los Velez tem contrastes paisagísticos que vai do relêvo agreste e erosionados barrancos à bosques verdejantes alimentados por cristalinos mananciais que descem dos cumes nevados durante o inverno. O destaque de sua fauna são as aves majestosas como o Gavião, a àguia Real e o Falcão Peregrino.

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Glacy Weber Ruiz

E-mail:
weber.ruiz@gmail.com
glacy_wrc@hotmail.com


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