Velez Rubio

A Comarca de Vélez Rubio fica na província de Almeria, na região de Andalucia, na Espanha. A Província de Almeria se limita com as Províncias de Granada e Murcia.
Velez-Rubio faz parte do Marquesado de Los Vélez, juntamente com Vélez Blanco (fica a 7 Km), Chirivel e María.

Vélez Rubio tem 6.905 habitantes (censo do ano 2004), que se distribuem em suas 28 localidades e núcleos populacionais deste município são: Véles Rubio, Los Gazquez, La Losilla, El Campillo, Los Almanicos, La Dehesa, El Ginte, Bolaime, La Mata, Los Aranegas, Las Casas, Los Gatos, Los Oquendos, Los Ramales, El Rio Mula, Los Asensios, Saladilla, El Bancalejo, Los Cabreras, Calabuche, Gateros, La Parra, Los Torrentes, Calderon, Los Pardos, La Alqueria, La Carrasca, El Charche, El Espadin e Tonosa.

O município tem uma área de 282 Km 2.
A população de Vélez Rubio é chamada de Egetanos, velezanos ou velezrubianos.
Padroeiro: São José - com festa no dia 19 de março.
Economicamente, o município explora tecnologia em fibra ótica, agricultura de amêndoas, oliveiras, frutas, hortaliças e o Eco Turismo.

Em Vélez Rubio existem algumas ruas (calles) com nomes lindos:
Rua da amizade = calle de la Amistad; Rua da Cordialidade = calle de la Cordialidad; Rua da Harmonia= Calle de la Armonia.
Vélez Rubio tem paisagem serrana, campos de amendoeiras que trocam de cor com as estações do ano, ficando esplendorosa na floração de primavera. Tem oliveiras centenárias, moinhos antigos... majestosas mansões senhoris dos grandes proprietários...

Iglesia Nuestra Senora de la Encarnacion

É uma Igreja belíssima em seu estilo barroco. Foi construída onde foi a Igreja de San Pedro que se tornara pequena para receber os fiéis da Villa de Vélez Rubio. Havia sido reformada (1695- 1704) e transformada em igreja barroca com estrutura criciforme com capelas laterais, mas em 1724 sofreu danos por causa de um terremoto. Mais tarde, em 04.03.1751, outro abalo sísmico arruinou definitivamente a velha igreja.

Em 1753 se iniciou os preparativos para a atual e a solenidade da primeira pedra foi em 25.03.1754, e o mestre de obras foi Juan Moreno del Campo. A fachada da Igreja é de grande refinamento artístico, com medalhão oval com cena da Anunciação do Anjo à Maria, em alto relevo esculpido, provavelmente, por Francisco Fernandez. Há imagens de San Blás, patrono de Vélez Rubio e San Indalecio, patrono de Almeria, além de San Pablo e San Pedro. O interior da igreja também é riquíssimo em detalhes artísticos. O altar é magnífico, todo em madeira entalhada e tem uns 20 metros de altura! Uma verdadeira obra de arte!

Arquivo Paroquial:-

Anexo à Igreja La Encarnacion, há o arquivo paroquial, cujo fundo documental é constituído por 107 livros. Os livros de batismo que abrange com pequenas lacunas, desde 1534 (os mais antigos do Obispado de Almeria). Os livros de falecimentos (enterros desde 1627, total de 57 tomos); de matrimonio desde 1660 = 32 tomos, tanto de Vélez Rubio como de suas ermitas del campo: Tonosa, Fuente Grande, Torrentes, Cabezo, etc
Também há livros de visitas pastorais (1884), fábricas (1899 - 1 tomo), colecturía e inventários (1898), reconocimientos (1898 - 1 tomo).
(Fonte: Guia: La Iglesia Parroquial de Nuestra Senõra de la Encarnación - de Vélez Rubio)

O primeiro registro de batismo data de 1534. O registro civil foi criado em 1851 na Espanha.
Sobrenomes (apellidos) até 1571 - moriscos:
Araquiz, Abemeis, Alamin, Abichicala, (de Luna, Motarris, Faura, Vicario - novos repovoadores de origem judio-cristãos.
Sobrenomes Cristãos - (1572 - 1600):
De la Torre, Romero, de Morenilla, Simón.
Apellidos Castelhanos:-
Martínez, López, Pérez, Sánchez, Gonzáles, Garcia, etc
Bibliografia:
1 - "Apuntes genealógicos y heráldicos de la Villa de Vélez Rubio " - Fernando Palanques y Ayén
2 - "História de la Villa de Vélez Rubio" - Fernando Palanques y Ayén

Museo Comarcal Velezano

Museo Comarcal Velezano «Miguel Guirao» O Museo foi criado pelo Município de Vélez-Rubio a partir da iniciativa de don Miguel Guirao Pérez e sua familia, que em 22 de novembro de 1991 formalizaram a doação ao município da lª colecão arqueológica, paleontológica e etnológica, iniciada nos anos 50 pelo profesor Miguel Guirao Gea e continuada por sua familia, com o compromisso do município de criar um centro para sua exposicão pública. No Museu podemos admirar desde fósseis até cerâmicas áticas, além da cultura local e suas tradições. É encantadora a coleção de bonecas com trajes típicos regionais espanhóis... as miniaturas de tecelagens, moinhos e casas rurais...
É impressindível uma visita ao Museu em Vélez Rubio, além de contar com pessoal gabaritado e simpático, para orientar os visitantes.
Estivemos em Vélez Rubio em outubro de 2005, visitando os locais de origem de nossa família e a emoção foi imensa... espero voltar e dar continuidade ao trabalho de pesquisa pois o tempo foi pouco para tanto de história que guarda esse lugar!

Meus Antepassados:

Conhecer Vélez Rubio onde nasceram várias gerações de meus antepassados foi um sonho realizado. Ainda temos parentes em Maria, pueblo próximo à Vélez Rubio.
Meu tataravô José Antonio Fernando Ruiz Gea nasceu em Fuente Grande que fica a 10,4 km do centro da cidade de Vélez Rubio, no dia 30.05.1845 e foi batizado na Igreja La Encarnacion de Velez Rubio. Era filho de José Ruiz Martínez e María Gea López naturais de Velez Rubio.
Teve como avós-paternos: Andrés Ruiz Jordán e Serafina Martínez Martínez; avós-maternos: Demetrio Gea Gea e Francisca López Pérez.
(livro 45 de Bautismos, folio 22 VT", partida nº 88 da Igreja La Encarnacion de Velez Rubio)
Casou Isabel Maria Micaela Martínez Cayuela no dia 25.11.1869 na Iglesia Parroquial de Nuestra Señora de la Encarnacion de Vélez Rubio. (livro vintiuno (21 ) de matrimonio, fls. 53). Isabel nasceu no dia 29 de setembro de 1851, às 3 hs da manhã, em Tonosa/Velez Rubio/Almeria, batizada na Igreja "La Encarnacion" de Velez Rubio no dia 30.09.1851. (livro 46 de Bautismo , folio 146 Vt, partida nº 255).
Era filha de: Manuele Martínez López e María Cayuela Cabrera. Seus avós paternos eram: Cristóbal Martínez Pérez e Catalina López Ruzafa; e avós maternos: Antonio Cayuela Martínez e Isabel Cabrera Asensio, todos de Velez Rubio.

José Ruiz Gea e Isabel Martinez Cayuela tiveram 10 filhos.

  1. José Ruiz Martínez * 1869,† 1952
  2. Antonio Ruiz Martínez
  3. Miguel Ruiz Martínez
  4. Maria Ruiz Martínez
  5. Isabel Ruiz Martínez
  6. Manoel Ruiz Martínez * 1881 em Vélez Rubio, Almeria, Espanha
  7. Antonia Ruiz Martínez
  8. Juan Antonio Ruiz Martínez * 02.05.1886 em Fuente Grande, Vélez Rubio,Almeria, Espanha, † 10.10.1966 em Londrina/PR/Brasil;
  9. Francisco Ruiz Martínez * 25.03.1888 em Fuente Grande,Vélez Rúbio,Almeria,Espanha;
  10. Pedro Ruiz Martínez * 16.09.1890 em Vélez Rubio,Almeria,Espanha, † 06.07.1983 em Londrina, Paraná, Brasil.

Em 1906, a situação econômica estava muito difícil na região de Almeria, pela seca prolongada por anos. Muitas famílias foram para outras regiões da Espanha ou outros países. José Antonio Fernando Ruiz Gea , esposa e 5 de seus filhos, resolveram imigrar para o Brasil. Foi uma opção muito difícil pois seus outros filhos, já casados, não podiam se aventurar.

No dia 26 de agosto de 1906, embarcaram no Porto de Valência, Espanha, no navio francês Aquitaine, rumo ao Brasil. No dia 17 de setembro de 1906, chegaram no Porto de Santos, no Estado de S. Paulo, Brasil. Dalí, foram levados para a cidade de S. Paulo onde ficaram hospedados na Pensão dos Imigrantes (Hoje Memorial do Imigrante). Foram contratados pelo Dr. Carlos Botelho para trabalharem em sua lavoura de café em São João Batista de Dourado - SP ( hoje: cidade de Dourado - SP).

Veja a página: Reencontro Ruiz - nesta página, estamos reunindo a família novamente. Isto possível, graças à internet, que depois de quase um século, atravez de nosso site de genealogia da família, aos poucos, estamos encontrando cada descendente de José Antonio Fernando Ruiz Gea. Veja também: Origem dos sobrenomes Gea e Ruiz.

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Vélez Rubio - vista aérea Iglesia Nuestra Sra. de la Encarnacion Vélez Rubio/Almeria Ermita de San Salvador em Fuente Grande/Velez Rubio Fuente Grande/Vélez Rubio 2005 Amendoeiras, oliveiras de Vélez Rubio...

Fuente Grande: Velez-Rubio

Fuente Grande fica a 10 Km de Vélez Rubio pela Autovía A-92 . Era onde vivia José Ruiz Gea e sua família antes de imigrar para o Brasil. Viviam em um Cortijo (casa típica rural de Andalucia).
Fuente Grande se situa entre Vélez Rubio e Chirivel. Dalí se pode comtemplar a Sierra de Marí, o Monte Mahimón com sua famosa "Cueva de los Letreros", patrimônio histórico da humanidade.
A ermita de San José, em Fuente Grande, data de 1687 ( é a mais antiga), a de Santa Bárbara em Tonosa, construída em 1728, época de apogeu da população rural. Muitos emigraram e outros foram para núcleos maiores...

Festas nos Bairros de Velez-Rubio

- El Cabecino = San Juan
- Los Torrentes = San José
- El Cabezo = Santa Genoveva
- Tonosa = Día de la Candelaria
- Fuente-Grande = Fiestas de Agosto.

História de Velez Rubio

Período Romano:- A Via Augustea passava por Vélez Rubio e Chirivel, destacando o Villar (Chirivel)com seu descobrimento recente, mas espetacular: el Dionysos (século II).

Período Visigodo:- Foi encontrado um tridente no Rio Claro e restos de construções nas proximidades de Vélez Rubio.

Período Mussulmano:- Esta Comarca foi terra de fronteira em estado de constante alarme. Proliferou torres e fortalezas de carates militar em lugares inexpugnáveis, controlando estradas. Exemplo: - Assentamento de Vila Al Abriad (Tierra Blanca), Belez el Blanco - atual Vélez Blanco com seu bairro "La Moreria" circundado por enormes muralhas;
- "Velad Al Hamar", tierra roja - no atual Vélez Rubio com suas ruínas, popularmente conhecido como "El Castellón".

Período Cristão:- Começou em 1488 com a coexistência dos mouros e povos local. A ofensiva militar castelhana vence os Mouros, que em rendição, entregam as fortificações e a povoação continua igual. Os mouros se tornam vassalos do reino, conservando sua religião, costumes e bens. Os reis nomeiam Juan Ponte como Alcalde de Vera e de Los Velez, com uma guarnição de 20 ajudantes. Nos anos imediatos após a rendição, Vélez Rubio tinha população de 250 moradores, dos quais, 230 eram mouros e 20 cristianos viejos (espanhóis de 4 costados: avós maternos e paternos espanhóis).

25.09.1495 - Los Vélez são entregues em condestable de Navarra em señorío a don Luis de Beaumont, conde de Lerín y Condestable de Navarra. Na verdade, era uma permuta temporária, pois este, entregou seus domínios em lugar de grande valor para a defesa da Coroa, ao norte da península. Em troca os reis lhe cederam a jurisdição de Huéscar, Castillejar, Vélez el Blanco, Vélez el Rubio, Cuevas de Almanzora, Zújar y Freila.

1499 - Começou uma ruptura nas relações com os mouros. A imposição de batismo para os mouros permanecerem no país, que se tornavam os novos cristãos (cristianos nuevos), não agradava aos mussulmanos.

1501 - don Luis de Beaumont devolve ao patrimonio real as fortalezas de los Vélez y Cuevas.

24.07.1503 - os Reis cedem a don Pedro Fajardo, filho e heredeiro de don Juan Chacón, Adelantado Mayor do Reino de Murcia, as villas de Vélez el Blanco, Vélez el Rubio, Cuevas y Portilla, e 300.000 maravedíes de juro. Quatro anos depois, foi outorgado a don Pedro Fajardo y Chacón, o título de Marqués de los Vélez por Real Cédula, expedida em Santa María del Campo a 12.09.1507.

24.12.1568 - As diferenças culturais entre mouros (cristianos nuevos) e cristianos viejos provocaram as primeras rebeliões del Albaicín, que culminou com o levantamento das Alpujarras em 24.12.1568, dando lugar a uma cruenta guerra que durou ano e meio e que deixou um rastro de mortes e destruição, dizimando a população e a economía do Reino de Granada. Os mouros do marquesado de Los Vélez se mantiveram fiéis à autoridade de Don Luis Fajardo. Assim como os de Huéscar, Orce, Galera. Pela sangrenta revolução dos mouros, a Coroa ordena a deportação imediata deles do reino de Granada e confiscação de seus bens.

1569 - Os mouros do marquesado de los Vélez foram sacados de seu território em novembro de 1569 pelo licenciado Huerta Sarmiento e trasladados à terra de Albacete e Huete em uma terrível marcha que durou ao redor de dois meses. Os reis católicos mandam que se repovoem as terras com cristãos velhos das terras de Múrcia para evitar perdas agrárias irreparáveis. Em Vélez Rubio só restaram 20 familias de cristãos velhos.

1571 - Se começa o levantamento das terras, medição, relação de casas e bens...

Novos Povoadores 1571-1574
Juan Esteban; Martín Fernandez * Caravaca, lavrador, 1 suerte; Francisco Garcia; Martín Garcia * Carabaca, regidor, 3 suerte; Miguel Gomez; André Guirao, André Guirao * Totana, 3 suertes; Lázaro Hernández; Rodrigo de Heredia * Alava, 4 suertes; Juan Lopez de Cuéllar veio de Lorca, 1 suerte; Alonso Lopez * em Yeste; Juan Lopez veio de Baza/Granada, 1 suerte; Marco López * Lorca, 1 suerte; Cristóval martinez * Bolteruela, ferreiro, 1 suerte; Gil Martinez, Ginés Martinez * Lorca, 4 suertes; Ginés Martinez de Blazquez * Lorca, 2 suertes; Lucia Martinez * Yeste viúva de Pedro martinez, 1 suerte; Juan Martinez veio de Yeste/Albacete, 1 suerte; Miguel Martinez veio de Ribatejada/Madrid 1 suerte; Francisco Martinez * Totana, labrador, 1 suerte; Cristóval Moreno * Beteta, 1 suerte; Juan Perez; Juan Ramos; Juan Romero veio de Foncaya; Josepe Ruiz veio de Mula, 1 suerte; Diego Sanchez * de Honcala (Alpargatero), 1 suerte; Andrés Sanchez * Almaçarrón, 2 suertes; Francisco Sanchez * de Almazarrón,2 suertes; Juan Sanchez * Murcia, 1 suerte; Miguel Sanchez, Pedro de Serna veio de Beteta, 1 suerte; Juan Tiruel; Juan de Yedra; Diego Carrasco veio de San Agustín/Madrid, 1 suerte; Julián de Alarcón, veio de Almansa; Ruiz Pérez * em Lorca; Martín Garcia de Ortega * Caravaca, 3 suertes.
Ao todo são 127 os repovoadores de Vélez Rubio. 79 originários de Murcia, 31 de Lorca 14 de Totana e o restante vinham de Almazarrón, Los Alumbres, cidade de Murcia, Cehegín, Moratalla, Alhama, Aledo y Mula.

1593 - Só 33 sortes de povoadores continuavam em mãos dos primeiros repovoadores ou de seus herdeiros e, por tanto, 93 sortes de población estavam em outras mãos, haviam sido vendidas ou trocadas, usurpadas...

25.12.1595 - Possuidores das suertes:
Hernán Ruiz e Pedro de la Serna, a suerte que era de Sancho Hernández; Juan Romero continuava com a mesma; Salvador Torrecillas, a de Juan Pérez; Ginés Martínez Blázquez, a mesma; Juan Ruiz, a de Hernando de Torralba; Marco López, a de Francisco Martínez; Pedro de la Serna, a sua; Francisco Caballero e Juan Martínez, a suerte que era de Juan López del Pozo; Gil Martínez a mesma; Diego Fernández e Juan Ruiz, as de Blas del Pozo; Martín García de Ortega, as suas e uma de seu filho; Antón Jordán, a de Gaspar López; Salvador Carrasco, as de Rodrigo de Heredia; Juan Martínez, a de Alonso Sánchez; Bartolomé Oliver, filho de Juan Ruiz, possuiu com licença de S.M. a casa e terras que foram de Francisco Sánchez.
Fonte:

1630 - Curato de Vélez Rubio
No Curato - Pessoa recebe ordenação e é nomeada pelo Bispo, recebe uma paróquia, sem ser sacerdote. Um cargo importante no Pueblo.
1º Curas de Vélez Rubio: López de Auléstia e Pedro Abad de Beya.
Na sociedade velezana eram marginalizados os gitanos, negros, moriscos e pobres...

Vélez Rubio teve 4 epidemias de cólera: 1835, 1855, 1860 e 1885.
Foi muito afetada, morreram 400 pessoas em 3 meses, talvez pelo seu clima quente em julho e agosto; em Vélez Blanco não teve cólera, pelo clima mais ameno.

Em 1855 - Vélez Rubio tinha 1.300 casas, 72 ruas, 1.400 cortijos (casas rurais), uns 16.000 habitantes. E morreram 300 pessoas de cólera.
No combate da cólera, se destacaram os médicos Dr. Miguel Guirao Rubio (1842-1920) e Dr. Marcos Egea y Tortosa (1820-1890) e Dr. Egea López que muito contribuiram para os estragos da epidemia não serem ainda maiores.
Fonte: Revista Velezana de 1999 - nº 18, páginas 149 a 168.

1880 - " foi fundado o Colegio de la Purísima Concepción por D. Florián Ruiz Torrecilla e dirigido por ele, dando aula a um bom quadro de licenciados como D. Marcos Egea Tortosa, D. Emilio Egea López e D. Miguel Guirao Rubio, médicos; D. Fernando Pérez Suárez e D. Antonio López Ruiz, advogados; D. Juan González Inzaurraga, presbítero e bacharel em Filosofía e Letras; D. Antonio Bueno, licenciado em Ciencias e antigo Professor Auxiliar do Instituto de 2ª Enseñanza de Almería e D. Pedro María López, mais tarde catedrático de Metafísica da Universidade de Valencia. Neste prestigioso colegio de la Purísima Concepción estudou o Iltmo. Sr. D. Manuel Medina Olmos, obispo mártir em Almería na guerra de 1936-1939..." pág.190
Fonte: Livro: "Retratos Humanos de mi Pueblo" Velez Rubio no começo do século XX - de Miguel Guirao Gea
http://www.velezrubio.org/revistavelezana/pdf/libroscompletos/retratoshumanosde.pdf

1882 - Colegio de Nuestra Señora del Carmen, fundado e dirigido por D. Benito Navarro Moreno.

Em 24 e 25 de outubro de 1885 houve uma grande corrida de touros em Vélez Rubio: "Touros de Muerte", com 10 bravos touros da ganaderia de D. Agustin Flores de Pañascosa. A festa foi beneficente para combate à cólera. (revista velezana - nº 19 - pág. 46).

Vélez Rubio - O centro antigo da cidade foi declarado patrimônio de Interesse Cultural em 1986, com proteção especial. Tem antigos casarões senhoris, igrejas. Muitas fachadas de casarões tem brasão da família do proprietário.

Cultura

Vélez Rubio é rica em patrimônio artístico, documental e histórico. Seu povo é culto, simples e simpático.
Possui boas escolas, biblioteca Pública ótima e Museu Comarcal Velezano «Miguel Guirao» que é excelente. Tem também uma publicação "Revista Velezana" com temas interessantíssimos sobre a Comarca. Vélez Rubio se destaca também na literatura, com livros tais como:

  1. "História de la Villa de Vélez Rubio", com 756 páginas, escrito por Fernando Palanques Ayén.
  2. "Retratos Humanos de mi pueblo". Vélez Rubio no começo do século XX, com 228 páginas. Autor: Miguel Girao Gea.
  3. "El sueño y los caminos" - Uma antologia de contos, escritos por Júlio Alfredo Egea- 1992, 181 páginas.

Vélez Rubio é pequena mas muito interessante sob o aspecto histórico-cultural e de eco-turismo!

"El Marquesado de Los Velez"

Los Velez

Criado oficialmente em 1507 por Dona Juana "A Louca", resultado de uma permuta que a Rainha Isabel I de Castilha fez com D. Pedro Fajardo y Chacón depois da rendição de Vélez Blanco (1488). Foi a vitória cristã sobre as tropas infiéis mussulmana. Imponentes castelos foram construídos onde haviam alcazabas árabes, igrejas onde se ouviam o alcorão...
O Marquesado se manteve inalterado até abolição do regime feudal pelos liberais em 1835. O Estado adquiriu a casa Marquesal e foi vendida a particulares.

Los Velez

Los Vélez é composto por:
  1. Chirivel:- Em 1859 conseguiu sua emancipação como municipio independente de Vélez Rubio.
    Faz parte do Parque natural Sierra María - Los Vélez. Chirivel teve intenso comércio nos tempos romanos e seu patrimonio arqueológico o demonstra, formosos capitéis dourados, um mosaico geométrico, e "El Chirivello" nome que é conhecido um Dionísio do século II D.C., convertido no símbolo da localidade de Chirivel.
    Chirivel - inverno

  2. María:- vem da palavra Maryya, é uma antiga população mozárabe (árabes de Múrcia). Entre 1807 e 1821 - o cura pároco foi Don Miguel Antonio Botia Ruiz - mandou construir "El Camarin" e "La Ermita.
    Em 1769 - Cura: Antonio José Navarro López.
    Maria é considerada a dispensa de cereais de Almeria. Impressiona a brancura de sua população rodeada de pinheiros; a beleza panoramica de altas montanhas: pelo ambiente simples de suas ruas serranas, pelo rumor de suas águas, por suas festas e pratos típicos tradicionais.
    (página 24 - "Los Vélez" - Escapada em el tiempo" - Revisão texto: M. Isabel Gonzáles Garcia)

  3. Vélez Blanco:- Era chamado de Belez el Blanco. Situado em uma colina amparada pelo Monte Maimón. Ainda existe o castelo-Palácio construído para D. Pedro Fajardo y Chacón - Iº Marquês de los Vélez.
    Figura de destaque foram Ginés María Belmonte y Fernandes * 1689, casou em 1713 com Lúcia Benavente Garcia. Tiveram os filhos: Ginés Antonio, Francisca, Ana Maria, Josefa, Micaela, Sinforosa e Nicolás Luiz Belmonte Benavente * 18.09.1737 em Vélez Blanco.
    Desta família haviam Maria Josefa Ruzafa y Velmonte (Belmonte)com 18 anos em 1.774, Gonzalo Ruzafa Velmonte com 21 anos em 1.788 e Francisca Ruzafa com 37 anos em 1.807 (esta era de Orce)

    Pobladores de Velez Blanco y María 1512-1526
    Nº 1, em 15.02.1512 - Pedro de Tortosa, natural de Mula, categoria: Hijodalgo Fiador: Hernando Alazaraque;
    Nº 4, em 15.02.1512 - Diego Pérez, natural de Caravaca, Fiador: Hernando Ochoa;
    Nº 11, em 03.05.1512 - Gonzalo Ruiz, natural de Yeste, oo com Juana Marín, Fiador: No tiene, (Aporta ganado);
    Nº 19, em 18.12.1512 - Pedro García de Córdoba, natural de Calasparra, Fiador: Antón Guillén;
    Nº 20, em 21.12.1512 - Ginés de Gea, natural de Calasparra, Fiador: Juan Guillén, Pedro García de Córdoba, sogro de Ginés de Gea;
    Nº 21, em 28.02.1513 - Alonso López, natural de Almagro, Fiador: Hernando Ochoa;
    Nº 36, em 13.10.1513 - Juan Martínez, natural de Caravaca, Fiador: Buitrago;
    Nº 37, em 06.11.1513 - Asensio Martínez, natural de Tovillos, Fiador: Bartolomé de Anquela;
    Nº 41, em 30.11.1513 - Ginés Martínez, natural de Mariana, tierra de Cuenca, Fiador: Juan de la Iglesia;
    Nº 63, em 01.11.1517 - Juan de Elvira, natural de Guadix, Fiador: Juan de Elvira, regidor de VB;
    Nº 75, em 15.11.1521 - Herán Gascón, natural de Mula, Categoria: Alcaide del Castillo de Mula, Fiador: Juan Merino, Rodrigo Hacén;
    Nº 88, em 08.12.1523 - Ginés Jiménez, natural de Calasparra, Fiador: Pedro Martínez;
    Nº 92, em 14.02.1524 - Marco García, natural de Calasparra, Fiador: Pedro Franco;
    Nº 101 em 09.06.1526 - Antón Martínez Recocho * Ducado de Medinaceli;
    Nº 104 em 07.01.1527 - Hernando de Belmonte, natural de Jerez, Fiador: Lázaro Jiménez;
    Nº 105 em 07.01.1527 - Simón Sánchez * Jerez;
    Nº 113 em 02.01.1531 - Pedro López, ( criado do Marques);
    Nº 114 em 02.01.1531 - Antonio de Pierres ( criado do Marques);
    Nº 115 em 24.08.1531 - Andrés Navarro García * em Lorca;
    Nº 124 em 27.10.1523 - Antón Martínez Gallardo * Molina de Aragón.
    (Fonte: Velez Blanco en el siglo XVI - Dietmar Roth.
    Vélez Blanco - vídeo

  4. Vélez Rubio:- terra de nossas origens familiares...
    Vélez Rubio - vídeo
    A região de Los Velez tem contrastes paisagísticos que vai do relêvo agreste e erosionados barrancos à bosques verdejantes alimentados por cristalinos mananciais que descem dos cumes nevados durante o inverno. O destaque de sua fauna são as aves majestosas como o Gavião, a àguia Real e o Falcão Peregrino.

Velezanos exterminados em Campo de Concentração Nazista

Durante a 2º Guerra Mundial, muitos espanhóis foram levados para os compos de Concentração nazista de Gusen e Mauthausen. Em torno de 7200 espahóis sendo que 80% destes, perderam a vida. A maioria soldados que haviam defendido a legitimidade da República durante a Guerra Civil espanhola. Os prisioneiros no complexo de Gusen eram submetidos à trabalhos escravos e condições de vida extremadamente duras, com alimentação insuficiente e todo tipo de maus tratos, que levou ao extermínio da maioria deles. Nos campos de Gusen haviam prisioneiros soviéticos, espanhós e judeus. Em 05.05.1945 as tropas norte-americanas chegaram a Gusen e Mauthausen pondo fim àqueles campos nazistas. O pessoal da SS em quase sua totalidade já haviam abandonado as instalacões dias antes.
Entre os prisioneiros mortos haviam alguns de Vélez Rubio e Vélez Blanco. Veja abaixo:
Manuel Campo Ruzafa, Vélez Blanco, 07-11-1941; Gussen;
Antonio Heredia Román; Vélez Rubio, 25-10-1941; Gussen;
Francisco Andrés Jordán, Vélez Rubio, 29-09-1941; Gussen;
Francisco Huertas Martínez, Vélez Rubio, 08-02-1942; Gussen;
Francisco Sánchez García, Vélez Rubio, 05-04-1941; Gussen;
Gregorio Cayuela Simón, Vélez Rubio; 07-04-1941; Gussen;
José Caballero Vélez; Vélez Rubio, 15-05-1941; Gussen.
Fontes: https://es.wikipedia.org/wiki/Gusen_%28campo_de_concentraci%C3%B3n%29
http://velezrubio-velezblanco.blogspot.com.br/2010/09/sabias-que-hubo-velezanos-exterminados_21.html


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Livro de Visitas

Glacy Weber Ruiz

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